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Anarco-capitalismo

O Anarco-Capitalismo é uma versão radical do liberalismo clássico que considera que todas as formas de governo são prejudiciais e desnecessárias, incluindo (ou especialmente) as relacionadas com a justiça e a segurança.

Em assuntos económicos, o anarco-capitalismo defende o capitalismo como a forma de organização mais eficiente e rejeita qualquer tipo de controlo governamental, impostos ou regulamentos. Considera que a segurança e a justiça são serviços como quaisquer outros, e que um mercado competitivo pode fornecer esses serviços muito melhor do que um governo monopolista.

O Anarco-Capitalismo é portanto uma forma de anarquismo, mas é radicalmente diferente da forma de anarquismo conhecida por socialismo libertário. Os anarco-capitalistas e os socialistas libertários estão de acordo num ponto: cada grupo pensa que o outro está enganado em relação à natureza do poder, e por consequência em relação à natureza do anarquismo. Nem um grupo nem outro tem alguma coisa a ver com anarquia, no sentido em que nenhum dos grupos defende a desrodem e o caos.

O anarco capitalismo é por vezes designado por anarquismo da propriedade privada, anarquismo do mercado livre ou anarco-liberalismo.

Table of contents
1 Anarco-capitalismo como parte da tradição liberal
2 Utilitarianismo vs. Lei Natural
3 Ver ainda
4 Links
5 Críticas ao anarco-capitalismo

Anarco-capitalismo como parte da tradição liberal

O anarco-capitalismo é uma variedade do liberalismo. Os anarco-capitalistas consideram que o anarco-capitalismo é uma versão anarquista do liberalismo e não uma versão capitalista do anarquismo. Consideram os liberais não anarquistas como amigos que cometem o erro menor (mas significativo) de aceitar uma forma de governo, mas consideram os anarquistas de esquerda como perigosos colectivistas com com os quais têm muito poucas coisas em comum.

Como parte da tradição liberal, o anarco-capitalismo baseia-se nas noções de liberdade individual e na lei natural. Os intelectuais liberais têm, desde o início, estudado a dinâmica do desenvolvimento da ordem nas sociedades, fenómeno que foi associado recentemente à cibernética. Esta tradição remonta a John Locke, aos 'Levellers' ingleses do século XVII, aos primeiros economistas e filosofos franceses e ingleses; há mesmo quem inclua Lao Tse e Aristoteles entre os primeiros liberais (embora não entre os anarquistas).

O anti-estatismo é uma parte essencial da tradição liberal - talvez a sua parte característica - mas, ou por pessimismo em relação à inevitabilidade do governo, ou por falta fundamentos teóricos ou por medo de repressão e censura por parte do governo, a questão do anarco-capitalismo não foi explicita e abertamente discutida até ao século XIX. Todos os liberais acreditam na tese 'o sector governamental deve ser tão pequeno quanto possível"; os anarco-capitalistas acreditam que os governos devem ser elimiandos e os minarquistas acreditam e aceitam que um sector governamental mínimo é aceitavel e desejável, em especial na aplicação da lei e da justiça. Alguns liberais clássicos, como Ayn Rand, opuseram-se veementemente ao anarco-capitalismo. Provavelmente a maior parte dos pensadores liberais nunca pôs em causa os governos, considerando-os inevitáveis, se não em teoria, pelo menos na prática, e num futuro próximo - para estes pensadores, o anarquismo, bom ou mau, não passa de um sonho, ou de um pesadelo.

O primeiro pensador liberal que desenvolveu uma teoria completa do anarquismo foi Gustave de Molinari em 1849, embora alguns liberais ingleses e americanos já tivessem proposto o anarquismo sem o teorizar, e alguns economistas franceses já o tivessem teorizado sem o propor como tal. Havia uma grande tradição liberal em França e nos Estados Unidos depois de Gustave de Molinari, mas o anarquismo nunca atraiu uma larga audiência - mesmo assim ainda podemos citar alguns nomes importantes: Henry David Thoreau, Auberon Herbert, Emile Faguet, Lysander Spooner e Benjamin Tucker.

Só em nos anos 50 do século XX é que o anarco-capitalismo floresceu, principalamente graças a Murray Rothbard, quando os pensadores clássicos austriacos fugidos do nazismo começaram a ensinar nos EUA, e surgiu uma nova geração de pensadores que resultou da fusão das escolas europeia e americana.

Entre os anarco capitalistas proeminentes estão: David Friedman, Jan Narveson, Anthony de Jasay, Gary Greenberg, Brian Giovannini, Walter Block e Hans-Herman Hoppe.

Anarco-capitalismo como parte da tradição Anarco-individualista

Os anarco-capitalistas consideram-se parte da tradição anarco-individualista. Do ponto de vista da lei moral e natural, estão convencidos que o estado é fundamentalmente mau, e que os individuos devem ser livres de todas as formas de coerção colectiva. No entanto, de um ponto de vista económico, discordam de outros anarco-individualistas sobre se o capitalismo é ou não o sistema que emerge naturalmente numa sociedade livre. De qualquer das formas, concordam que numa sociedade livre, os individuos devem ser livres de se organizarem da forma que entenderem, quer em empresas capitalistas quer em cooperativas colectivistas - defendem apenas que o capitalismo é uma forma de organização moralmente aceitavel entre muitas outras. Muitos anarco-socialistas consideram que o anarco-individualismo é essencialmente anticapitalista e rejeitam a pretenção dos anarco-capilistas de pertencerem à tradição anarco-individualista.

Utilitarianismo vs. Lei Natural

Os libertários em geral, e os Anarco-capitalistas em particular, desenvolveram duas duas abordagens diferentes às suas teorias: uma abordagem utilitarista, e uma aboradagem do ponto da vista da lei natural. Alguns deles defendem uma abordagem e rejeitam a outra, outros, como Bastiat, reivindicam uma harmonia entre as duas abordagens complementares.

A abordagem do ponto de vista da lei natural (veja por exemplo Murray Rothbard e seu livro Power and market) defende que a existência do estado é imoral, e que o capitalismo ilimitado é o único sistema político ético, ou antes um sistema anti-político. A abordagem utilitarista (veja por exemplo David Friedman) defende que a abolição do estado a favor da iniciativa privada é economicamente mais eficiente. Os defensores da harmonia entre a abordagem do ponto de vista da lei natural e a abordagem utilitaristas consideram estes argumentos equivalentes.

The notion of property rights is a fundamental element of anarcho-capitalism. The Natural Law approach argues for the natural right of humans to own their body and the result of their work, that they can use or refuse to use as they like, as long as they do not attempt to the property of someone else. The Utilitarian approach argues that defining property rights in this manner is the most efficient way to prevent destructive conflicts between individuals and to foster productive efforts. Actually, ownership of one's body together with the respect of earlier claims naturally entails ownership of the results of one's marginal work, since someone who own's one's own body could withhold work if refused the ownership of its results.

A noção de direitos de propriedade é um elemento fundamental do anarco-capitalismo. A abordagem do ponto de vista da lei natural defende que os seres humanos têm o direito natural ao seu próprio corpo e ao resultado de seu trabalho, os quais podem usar livremente desde que não atentem conta a propriedade de outra pessoa. A abordagem utilitarista defende que o direito de propriedade é a forma mais eficiente de impedir conflitos destrutivos entre indivíduos e promover esforços produtivos. Na verdade, a posse do corpo de cada um em conjunto com o respeito da propriedade previamente adquirida implica naturalmente a posse dos resultados do trabalho de cada um, desde que alguém que possuíram one's próprio corpo poderia reter o trabalho se recusado a posse de seus resultados.

Anarcho-capitalism rejects every and all kind of "positive right" (such as the "right to be protected by others", the "right to be fed by others", the "right to receive a minimum salary from others"), and defends every and all kinds of "negative rights" (such as the "right not to be attacked by anyone else", the "right to not have stolen one's food by anyone else", and the "right not to have confiscated any part of one's salary by anyone else"). It differs from minarchist libertarianism only in that it considers that being protected is also a positive right that must be rejected, and that one can't claim protection by government, but must take personal steps or organize with others, so as to enforce the respect of one's property.

O Anarcho-capitalismo rejeita cada e todo o tipo "de direito positivo" (como o "direito a ser protegidos pelos outros", o "direito a ser alimentados pelos outros", o "direito a um salário mínimo dos outros"), e defende cada e todos os tipos" de direitos negativos "(como o" direito a não ser atacado", o "direito a não ser roubado", e o "direito para não confiscated mais qualquer parte de one's salário por qualquer um"). Difere do libertarianism do minarchist somente que considera que sendo protegido é também uma direita positiva que deva ser rejeitada, e que uma não pode reivindicar a proteção pelo governo, mas deve fazer exame de etapas pessoais ou organizá-las com outra, para reforçar o respeito de one's propriedade.

Anarco-Capitalismo, Multinacionais e Contratos

Os anarco-capitalistas acreditam que os negócios privados, resultantes de contratos voluntários, são a melhor forma de organizaão económica (quer do ponto de vista moral, quer do ponto de vista da eficiência), mas não apoiam a forma como os estados actualmente protegem as grandes empresas. Em particular, os anarco-capitalistas consideram que a responsabilidade limitada atribuída às empresas prejudicam todos aqueles que são impedidos de processar os seus proprietários por danos ou dívidas. To anarcho-capitalists, contracts in general, and employment contracts in particular, are but a particular case of voluntary exchange of property (property of one's time and work, of one's goods and capitals, etc.), that individuals may freely get involved in. Individuals may take any legitimate steps within their property, to protect whatever they gained from such contracts; but they do not deserve particular protection: just because two (or more) individuals agreed something together at some time does not mean everyone else suddenly owes them protection from each other, from third parties, or from the accidents of life.

Quando os anarcho-capitalistas acreditarem que os negócios confidenciais, carregados fora dos contratos voluntários, são mais melhor (a maioria de o mais eficiente) a maneira a mais moral e conduzir casos humanos, não suportam corporation como são suportados atualmente por governos. O mais notàvelmente, consideram que a responsabilidade limitada para corporation é um dano grande feito a todos aqueles povos que são negados a direita sue os para os danos ou o débito. O outro privilégio impróprio inclui vários subsídios e regulamentos para ' trabalhadores e ' empregadores oficiais ', proteção particular dada aos contratos oficiais do trabalho ao contrário de outros contratos confidenciais, etc..

More generally, anarcho-capitalists refuse to acknowledge to anyone the monopolist authority to declare anything 'official' as opposed to other 'unofficial' things - anyone can declare anything 'official' as far as he's concerned, and is free to choose whether to give value or not to the 'official' status declared by other individuals. Thus 'official' marriage, contracts, employment, etc., deserve no particular legal status for anarcho-capitalists - although of course more common forms of them may have more extensive jurisprudence than less common forms.

Mais geralmente, os anarcho-capitalistas recusam reconhecer a qualquer um a autoridade do monopolist para declarar qualquer coisa ' oficial ' ao contrário de outras coisas ' unofficial ' - qualquer um pode declarar qualquer coisa ' oficial ' tanto quanto é concernido, e está livre escolher se dar o valor ou não ao status ' oficial ' declarou por outros indivíduos. Assim a união, os contratos, o emprego, etc. ' oficiais ', não merecem nenhum status legal particular para anarcho-capitalistas - embora naturalmente uns formulários mais comuns deles podem ter um jurisprudence mais extensivo do que formulários mais menos comuns.

Argumentos contra e a favor do Anarco-Capitalismo

Como o Anarcho-capitalismo é uma versão radical do libertarianismo, aplicam-se-lhe os mesmo argumentos válidos para o libertarianismo e o capitalismo . Esceptuam-se os argumentos relacionados com o sistema da justiça, em relação aos quais o anarco-capitalismo se distingue das outras ideologias baseadas no liberalismo clássico.

A common misunderstanding about libertarianism in general, and anarcho-capitalism in particular, is to consider them as economic or political theories. They are not. They are theories of Law - of what is or isn't legitimate to do. This in particular defeats the gross affirmations according to which today's society or any society is already libertarian, since everyone is ultimately free to obey or disobey and chooses to abide by the rules of the system: indeed, libertarians have a theory of natural law, and as long as positive law doesn't match natural law, the society is not libertarian. In particular, the right of anyone to secede from a government he considers unfit should be respected.

Um erro comum sobre o libertarianismo em geral, e o anarco-capitalismo em particular, consiste em considerá-los como teorias econômicas ou políticas. Não são. São teorias da lei - sobre o que é ou não é legítimo.

Isto no detalhe derrota os affirmations brutos de acordo com que a sociedade de hoje ou toda a sociedade são já libertarian, desde que todos está finalmente livre obedecer ou disobey e escolhe abide pelas réguas do sistema: certamente, os libertarians têm uma teoria da lei natural, e tão por muito tempo como a lei positiva não combina a lei natural, a sociedade não é libertarian. No detalhe, a direita de qualquer um ao secede de um governo que considera inadequado deve ser respeitada.

Thus, for instance, considering either moral or utilitarian arguments, libertarians are not opposed to de facto monopolies (companies that happen to currently be the only provider of some service), only to de jure monopolies (companies whose monopoly is guaranteed by law and whose competitors will be prevented and chased by public force). To libertarians, de facto monopolies or quasi-monopolies can exist but transiently, due to some recent technical or organizational innovation that hasn't been copied by competitors yet; they have no power to abuse, because their customers can always stop buying from them and be supplied by a competitor, that will raise from poverty to affluence they day the monopolist starts having 'excessive' claims. "Voting with one's feet and one's dollars" rather than "voting with one's voice and everyone else's dollars" - individual choice rather than collective choice - is the motto of libertarians in general, and of anarcho-capitalists in particular. Applying this reasoning to the protection of individual property rights, anarcho-capitalists do not fear local monopolies or oligopolies in the justice market, as long as the individual right to secede and choose one's own defense agency or start a new one is respected.

Assim, por exemplo, considerando argumentos morais ou utilitarian, os libertarians não são opostos aos monopólios de de facto (companhias que acontecem atualmente ser o único fornecedor de algum serviço), only aos monopólios de de jure (as companhias cujo o monopólio é garantido pela lei e cujo os concorrentes serão impedidos e perseguidos pela força pública). Aos libertarians, os monopólios ou os quasi-monopólios de de facto podem existir mas transiente, devido a alguma inovação técnica ou organizational recente que não foi copí por concorrentes ainda; não têm nenhum poder abusar, porque seus clientes podem sempre parar a compra deles e ser fornecidos por um concorrente, que os levante da pobreza para o affluence dia os começos do monopolist que têm reivindicações ' excessivas '. "votando com one's pés e one's dólares" melhor que "votando com one's voz e todos os dólares outros" - escolha individual melhor que escolha coletiva - são o motto dos libertarians no general, e dos anarcho-capitalistas no detalhe. Aplicando este raciocínio à proteção de direitas de propriedade individuais, os anarcho-capitalistas não temem monopólios ou oligopolies locais no mercado da justiça, tão por muito tempo quanto a direita individual ao secede e para escolher one's própria agência da defesa ou para começar um novo é respeitada.

Also, misunderstanding about the nature of private (or public) protection and justice systems is often the source of ridiculous claims by opponents to anarcho-capitalisms. For instance, left-anarchists consider all property as government-enforced privilege, but fail to even consider the possibility of armed individuals defending their own property, either alone or cooperating in groups. More generally, when talking about governments, justice systems, etc., they often think in collectivist terms, and are unable to even understand the individualistic stance of anarcho-capitalists and individualist anarchists, who consider any kind of collectivist decision as oppression of the political minority by the political majority.

Também, entender mal sobre a natureza (ou o público) de sistemas confidenciais da proteção e da justiça é frequentemente a fonte de reivindicações ridiculous por oponentes aos anarcho-capitalisms. Por exemplo, os esquerdo-anarquistas consideram toda a propriedade como privilégio governo-reforçado, mas falha considerar mesmo a possibilidade de indivíduos armados que defendem sua própria propriedade, sozinho ou cooperando nos grupos. Mais geralmente, ao falar sobre governos, sistemas da justiça, etc., pensam frequentemente em termos do collectivist, e são incapazes de compreender mesmo o stance individualistic dos anarcho-capitalistas e dos anarquistas do individualist, que consideram qualquer tipo da decisão do collectivist como o oppression do minority político pela maioria política.

Ver ainda

Links

Críticas ao anarco-capitalismo

  • Ver: (pontos de vista de liberais não anarquistas) minarquismo, (pontos de vista de anarquistas não liberais) anarco-socialismo

Socialismo libertário vs Anarco-Capitalismo:




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