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Ver também: Alfabeto.
A Lingüística é o estudo da lingüagem humana. Um lingüista é alguém que se engaja neste estudo. A pesquisa lingüística é feita por muitos especialistas que geralmente não concordam harmoniosamente sobre seu conteúdo. Russ Rymer disse ironicamente que
Provavelmente a maior parte do trabalho que está sendo feito atualmente sob o nome de língüistica é puramente descritivo e seus autores estão procurando aclarar a natureza da linguagem sem usar julgamentos de valor ou tentar direcionar seu desenvolvimento futuro. Entretanto, existem alguns profissionais (e mesmo amadores) que procuram prescrever regras para a linguagem, sustentando que existe um padrão particular que todos devem seguir.
As pessoas engajadas nesses esforços "descritivos" e "prescritivos" têm sérias desavenças sobre como e por que a linguagem deva ser estudada.Estes dois grupos podem descrever o mesmo fenômeno de modos diferentes - em "linguagens" diferentes. Aquilo qque para um grupo é "uso incorreto" para o outro é "uso idiossincrático" ou apenas simplesmente o uso de um subgrupo particular (que geralmente é menos poderoso socialmente que o subgrupo social principal que usa a mesma linguagem).
Em alguns contextos, as melhores definições de "lingüística" e "lingüista" podem ser "aquilo que é estudado em um típico departamento de lingüística de uma universidade", e "a pessoa que ensina em tal departamento." A Lingüística, neste senso estrito, geralmente não se refere ao aprendizado de outras linguagens que não a nativa do estudioso(exceto quando ajuda a criar modelos formais de linguagem). Especialistas em lingüística não realizam análise literária e não se aplicam a esforços prescritivos como aqueles encontrados em livros como The Elements of Style, de Strunk e White. Os lingüistas procuram estudar o que as pessoas fazem em seus esforços para se comunicar usando a linguagem e não o que elas deveriam fazer.
Ainda existem campos como os da lingüística teórica e da lingüística histórica. A lingüística teórica procura estudar questões tão diferentes sobre como as pessoas usando suas particulares lingüagens conseguem realizar comunicação, quais propriedades todas as linguagens têm em comum, qual conhecimento uma pessoa deve possuir para ser capaz de usar uma linguagem e como a habilidade lingüística é adquirida pelas crianças.
A [Lingüística histórica], dominante no século 19, tem por objetivo classificar as linguagens do mundo de acordo com suas afiliações e traçar seu desenvolvimento histórico. Na Europa do século 19, a Lingüística privilegiava o estudo comparativo histórico das [línguas indo-européias], preocupando-se especialmente em encontrar suas raízes comuns e em traçar seu desenvolvimento. Nos Estados Unidos, onde começou a se desenvolver ao final do século 19,houve um concentração sobre a documentação de centenas de linguagens nativas que foram encontradas na encontrada na América do Norte.
A preocupação com a descrição das linguagens espalhou-se pelo mundo e milhares de línguas em todas as partes do mundo foram analisadas em vários graus de profundidade. Quando este trabalho esteve em desenvolvimento no início do século 20 na América do Norte, os lingüistas se confrontaram com linguagens cujas estruturas diferiam fortemente daquelas linguagens européias mais familiares e eles começaram a perceber que necessitavam desenvolver uma teoria da estrutura das línguas e métodos de análise.
Fora de tais preocupações desenvolveu-se o campo conhecido como lingüística estrutural, cujos pioneiros são Franz Boas, Edward Sapir e Leonard Bloomfield.
Para a Lingüística histórico-comparativa ser aplicada à linguagens desconhecidas, o trabalho inicial do linguista era fazer sua descrição completa. Eles geralmente viam a linguagem como que consistindo de vários níveis, ou camadas, e, supostamente, todas as linguagens naturais humanas tinham o mesmo número desses níveis.
O primeiro nível é a fonética, que se preocupa com os sons da linguagem sem considerar o sentido. na descrição da linguagem desconhecida este era o primeiro aspecto de sua estrutura que devia ser estudado.A fonética se divide em três: articulatória (que estuda as posições e os movimentos dos lábios, língua e os outros órgãos relacionados coma produição da fala (como as cordas vocais); acústica, que lida com as propriedades das ondas de som; e auditivas, que lida com a percepção da fala.
O segundo nível - a fonologia - identifica e estuda os menores elementos (chamados de(fonemas) distintos que podem diferenciar o significado das palavras A fonologia também inclui o estudo de unidades maiores como sílabas, palavras e frases fonológicas e de sua acentuação e entonação.
No nível seguinte são analisadas as unidades das quais as palavras são montadas, os "morfemas." Estas são as menores unidades da gramática: raízes, prefixos e sufixos. Os falantes nativos reconhecem os morfemas como gramaticalmente significantes ou significativos. Eles podem frequentemente ser determinados por uma série de substituições. Um falante de inglês reconhece que "make" é uma palavra diferente de "makes," pois o sufixo-s é um morfema distinto. A palavra "Morfema" consiste de dois morfemas, a raiz "morph-" e o sufixo "-eme"; nenhum dos quais tinha existido sozinho em inglês por séculos, até "morph" ser adotado em lingüística para a realização fonológica de um morfema e o verbo "morph" tenha sido cunhado para descrever um tipo de efeito visual feito com computadores. Um morfema pode ter diferentes realizações (morphs) em diferentes contextos. Por exemplo, o morfema verbal "do" do inglês tem três pronunciações bem distintas nas palavras "do", "does" (com o sufixo "-es")e "don't" (com o sufixo "-n't"). Tais diferentes morphs de um morfema são chamados de alomorfos.
Os padrões de combinações de palavras de uma linguagem são conhecidas como sintaxe. O termo gramática usualmente cobre sintaxe e morfologia,os estudo da formação da palavra. Semântica é o estudo dos significados das palavras e das construções sintáticas.
Esforços de descrição e de prescrição: concepções estreitas de lingüística
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Nem todos os lingüistas concordam que todas estas divisões tenham grande significado. A maior parte dos lingüistas cognitivos, por exemplo, provavelmente acha que as categorias "semântica" e "pragmática" são arbitrárias e quase todos os lingüistas concordariam que essas divisões se sobrepõem consideravelmente. Por exemplo, a divisão gramática usualmente cobre fonologia, morfologia e sintaxe.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Leonard Bloomfield e vários de seus alunos e colegas desenvolveram material de ensino para uma variedade de línguas cujo conhecimento era necessário para o esforço de guerra. Este trabalho levou ao aumento da proeminência do campo da lingüística, que tornou-se uma disciplina reconhecida na maioria das universidades americanas somente após a guerra. Escolas importantes de pensamento em lingüística
Noam Chomskydesenvolveu seu modelo formal de linguagem,. conhecida como gramática transformacional , sob a influência de seu professor Zellig Harris, que por sua vez foi fortemente influenciado por Bloomfield. O modelo de Chomsky foi fortemente dominante desde a década de 1960 até a de 1980 e é ainda altamente considerado em alguns círculos de lingüistas.Steven Pinker tem se ocupado em clarificar e simplificar as idéias de Chomsky com uma muito mais significância para o estudo da linguagem em geral.
Da década de 1980 em diante, os enfoques pragmáticos, funcionais e cognitivos vêm ganhando terreno nos Estados Unidos e na Europa.Umas poucas figuras importantes neste movimento são Michael Halliday,cuja gramática gramática sistêmica-funcional é muito estudada no Reino Unido, Canadá, Austrália, China,e Japão; Dell Hymes, que desenvolveu o enfoque pragmático A Etnografia do Falar; George Lakoff, Len Talmy, e Ronald Langacker, que foram os pioneiros lingüística cognitiva; Charles Fillmore e Adele Goldberg, que estão associados com a gramática da contrução; e lingüistas que desevolvem vários tipos do que chamam de gramática funcional incluem Talmy Givon e Robert Van Valin, Jr.
Outros importantes ou notáveis linguistas e semióticos são:
Os lingüistas também diferem em quão grande é o grupo de usuários das linguagens que eles estudam. Alguns analisam detalhadamente a linguagem ou o desenvolvimento da linguagem de um dado indivíduo. Outros estudam a linguagem de toda uma comunidade, como por exemplo a linguagem de todos os que falam o Black English Vernacular. Outros ainda tentam encontrar conceitos lingüísticos universais que se apliquem, em algum nível abstrato, a todos os usuários de qualquer linguagem humana. Este último projeto tem sido defendido por Noam Chomsky e interessa a muitas pessoas que trabalham nas áreas de psicolingüística e de Ciência da Cognição. A pressuposição é que existem conceitos universais na linguagem humana que permitiriam a obtenção de importantes e profundos entendimentos sobre a mente humana.
A escrita também é muito estudada e novos meios de estudá-la são constantemente criados. Por exemplo, na intersecção do corpus lingüístico e da lingüística computational, os modelos computadorizados são usados para estudar milhares de exemplos da língua escrita do, digamos, Wall Street Journal. Bases de dados semelhantes sobre a fala simplesmente não existem.
Psicolingüística e neurociência fazem pesquisa linguística centrada no cérebro.
Fala versus 'escrita
Alguns lingüistas contemporâneos acham que a fala é um objeto de estudo mais importante que a escrita. Talvez porque ela seja uma característica universal dos seres humanos, e a escrita não (pois existem muitas culturas que não possuem a linguagem escrita). O fato de as pessoas aprenderem a falar e a processar a linguage oral mais facilmente e mais precocemente que a linguagem escrita também é outro fator. Alguns (veja cientistas da cognição)acham que o cérebro tem um "módulo de linguagem" inato e que podemos obter conhecimento sobre ele estudando mais a fala que a escrita.Estudos inspirados no cérebro
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Referências bibliográficas