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Herdeiro de uma família de cafeicultores prósperos, pôde se dedicar aos estudos da ciência e da mecânica vivendo em Paris. Ao contrário de outros aeronautas da época, deixava suas pesquisas como domínio público e sem registrar patentes.
Costuma-se atribuir a ele também a invenção do relógio de pulso, supostamente encomendado pela primeira vez a uma relojoaria parisiense para facilitar a pilotagem de seus vôos em balão.
Em uma de suas visitas ao Brasil, com a aeronáutica já em estágio desenvolvido, e ele consagrado no país natal como o "Pai da Aviação", uma tragédia o abalou profundamente. Alguns amigos íntimos do inventor, resolveram recepcioná-los sobrevoando de hidro-avião a bahia da Guanabara no momento que seu navio estivese chegando, vindo da Europa. Houve então um acidente que resultou na morte dos tripulantes.
Santos-Dumont se suicidou na cidade litorânea do Guarujá, e a causa de sua morte chegou a ser ocultada pelos governantes da época.